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Palavra do Pároco
DEUS NOS CHAMA INCESSANTEMENTE PARA SERMOS “SAL E LUZ” NO MUNDO








Palavra do Pároco

 

 DEUS NOS CHAMA INCESSANTEMENTE PARA SERMOS “SAL E LUZ” NO MUNDO

  

   Ao lermos o Documento da CNBB, 105 - “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), cujo texto, estudo e reflexão iluminam a nossa compreensão sobre a identidade cristã e a qual missão somos chamados a viver na vida familiar, profissional e social - chamou-me a atenção quando é citado no Capítulo II, em um dos subtemas, sobre: “O cristão leigo como sujeito eclesial”. De fato, o leigo é verdadeiramente sujeito eclesial, mediante sua dignidade de batizado. Com a graça batismal, o cristão é adotado como filho de Deus no Filho Jesus Cristo, e daí nasce a dignidade de filho de Deus. Na condição de filho de Deus em Cristo, o batizado é chamado a viver na comunidade igreja, a identidade e a missão cristãs como sujeito eclesial. Evidentemente que o batizado não se limita viver a fé cristã, simplesmente no âmbito da igreja, mas da experiência eclesial, comunhão de vida com Deus e os irmãos - com os quais partilha e nutre a vida cristã. E graças à participação na Sagrada Liturgia da Igreja, o batizado, de forma humilde, vive o amor desinteressado. Portanto, testemunha ser discípulo de Jesus sempre em missão, onde estiver, onde trabalhar e com quem conviver nos diversos segmentos da vida social.

  A vocação e a missão cristãs são consolidadas no cotidiano pela persistente identificação com Cristo, em todas circunstâncias, situações e lugares, cujo testemunho faz-se notável e transformador. E isso, graças à prática da caridade operosa, dinâmica, criativa, atraente e libertadora.

  É impressionante ver como o cristão, sujeito eclesial, dá o testemunho de pertencer a Jesus e a Sua Igreja, com espírito humilde, alegre e generoso. Com a vida e as obras de misericordia, marcam profundamente a vida da comunidade, ou melhor, dos irmãos. São pessoas importantes em nossa vida, em nossas famílias, na sociedade e na Igreja. A importância se dá pelo fato de  importarmos, ou seja, trazermos para dentro de nós a preciosidade que a pessoa é e a maneira que ela vive e age. Nós sentimos alegria, prazer e satisfação com a presença destas pessoas em nossa vida. São pessoas que deixam em nós mensagens de vida, esperança e amor e nos ajudam em nosso crescimento humano, espiritual, pastoral, familiar e social. São irmãos amados e libertadores em Cristo.

  Porém, estas pessoas também tem seus limites, mas a riqueza pessoal é tamanha que a gente não se prende aos defeitos, mas às virtudes e dons especiais, substancialmente presente nelas. 

  O cristão comprometido com Jesus Cristo torna-se na Igreja o sujeito eclesial, porque testemunha a maturidade na fé e busca conhecer, refletir e se aprofundar nela.

  Ao olharmos para a  história e para a vida da Igreja de Cristo em nossas comunidades cristãs, notamos hoje a grandeza e a riqueza do testemunho cristão, pois é expressiva e cativante a quantidade de cristãos maduros na fé. Isso pelo fato de se colocarem abertos ao diálogo, oferecerem o testemunho de amor à Igreja, doarem a vida a serviço dos irmãos, comprometerem-se seriamente com as pastorais, os movimentos, a vida litúrgica, a dimensão missionária e administrativa da igreja, além da presença destes junto aos pastores com espírito de oração e comunhão fraterna. Também por não se deixarem levar pelo egoísmo, fechamento em si mesmos, ausência e resistência às orientações pastorais da igreja.  O sujeito eclesial permanece no seguimento de Jesus continuamente vigilante, prudente e atento à Palavra de Deus. Como bom servo em Cristo na alegria evangélica, se curva para lavar os pés dos irmãos com amor misericordioso incondicional. Revela ser sujeito eclesial porque escuta diligentemente as inspirações do Espírito Santo e, identificado a Jesus - livre de todo comodismo e medo, porém com renovada coragem, convicção de fé, lucidez e clareza do ideal cristão - esforça-se em todas circunstâncias, situações e desafios internos e externos, para testemunhar com criatividade e ousadia a fé cristã.

  Que Deus nos abençoe, nos enriqueça com a presença e o espírito de Cristo Jesus, morto e ressuscitado, cada vez mais para continuarmos a nossa missão de sujeito eclesial; buscando em tudo e em todos momentos e lugares glorificarmos a Deus com o dom da vida e a vocação batismal. Maria, Mãe do Rosário, exemplo e modelo de vida cristã, nos auxilie e nos conduza sempre ao seu filho Jesus: “Façam o que ele mandar!”

 

 

 

 

 
Pe. Rosivaldo Donizeti  

 

 

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